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Lembranças da Infância: Futebol Cards Ping Pong

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Envelope

Alguns fatos marcam profundamente nossa infância, ficam retidos na memória e sempre são recordados. No final da década de 1970, o chiclete Ping Pong lançou a coleção Futebol Cards, sendo 486 cartões individuais de jogadores de 22 clubes brasileiros.

 

Era febre entre os meninos da época, me incluo nesse rol. Qualquer trocadinho conseguido, era logo direcionado para aquisição dos famosos cards. Interessante constatar que o chiclete e o card tinha o mesmo formato e tamanho, uma novidade pra quem estava acostumado com o formato tradicional dos chicletes da época.

 

Acho que nunca cheguei a completar minha coleção, mas ganhei muitos cards dos amigos, que eram disputados no arremesso. Quem conseguisse arremessar o card mais longe ganhava.

 

Neste link você pode rever todos os cards que compunham a coleção: http://www.cardspingpong.com.br/

Quem se lembra do Araken o showman?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Depois do fiasco de 82 onde todos dava como certa o tetracampeonato, por causa da constelação de craques, liderados por Telê Santana. Nossas esperanças se renovarão no ano de 86, com alguns jogadores remanescentes do esquadrão de 82.

 

Umas das coisas mais divertidas pós-jogo, era os vídeos divertidos, do personagem Araken, sempre zuando as seleções derrotadas pelo Brasil.

 

O vídeo abaixo era pra ter sido exibido caso o Brasil tivesse ganhado da França, naquele fatídico jogo que Zico perdera um pênalti, defendido pelo goleiro Bats no tempo normal.

 

 

 

 

De 1983 a 1986, Araken, o Showman! era o personagem da Rede Globo que anunciava os programas da emissora. Interpretado pelo publicitário José Antonio de Barros Freire, mais conhecido como Barrinhos, Araken representava o brasileiro que não perde o otimismo por nada nesse mundo. Em encenações rápidas e divertidas, o baixinho de cabelos escuros tentava de mil maneiras vender suas idéias para os empresários, que o ignoravam. Sua última aparição foi na Copa do Mundo de 94 em uma propaganda de sapatos e em outra de imóveis.


À época, Barrinhos usou o sucesso do seu personagem para fazer campanhas para doação de sangue, recadastramento eleitoral e alfabetização.


Hoje, aos 54 anos, o documentarista mora no interior de São Paulo e trabalha com produção de vídeos de responsabilidade social e programas para televisão. O projeto mais recente é sobre música erudita e popular para jovens, que deverá ser exibido pela TV Cultura. Além dele, Barrinhos trabalha em um documentário sobre a Opera Yoruba, que será exibida na Nigéria, ao lado da professora da Unicamp Inaicyra Falcão. Fonte: (Uol)

O fiasco de 82 e as lições de uma copa

terça-feira, 15 de junho de 2010

Como estamos em clima de Copa do Mundo vamos lembrar um pouco da história do ludopédio, mais precisamente o Mundial de 1982, do qual nós brasileiros não temos boas lembranças.

 

Os saudosistas oitentistas tem motivos de sobra para relembrarem essa década maravilhosa, mas nem só de alegrias foram feitos esses anos dourados, tivemos também alguns dissabores e o maior deles, sem dúvidas, foi a tragédia do Estádio do Sarriá.

 

Na ocasião estava com 10 anos e lembro perfeitamente da decepção ocasionada pela eliminação da seleção brasileira, naquela tarde fatídica, e um nome marcou definitivamente e de forma trágica, a mente de muitos brasileiros por décadas: Paolo Rossi.

 

Mesmo muito novo, não esqueço jamais da cena da minha rua toda enfeitada e as pessoas em prantos na rua, talvez lamentando o fim da única alegria de um país dominado pela ditadura, inflação exorbitante e mazelas sociais.

 

Com um elenco repleto de craques como Zico, Falcão, Sócrates, Éder e Júnior, provavelmente, depois de 70,  foi a seleção que chegou a uma copa com maiores chances de conquista.

 

Nesta edição, a equipe dirigida por Telê Santana era tida como a grande favorita à conquista do título, mas a equipe canarinha acabou eliminada pela Itália, que depois de uma campanha pífia na primeira fase (empates contra Polônia, Peru e Camarões - tendo se classificado graças ao número de gols marcados, deslanchou a partir da etapa seguinte, até vencer a Alemanha na final.

 

Essa copa veio confirmar a velha máxima de que nem sempre vence o melhor. Infelizmente, por causa desse desfecho trágico, houve uma mudança radical no meio futebolístico, com a ascensão do futebol de resultados em detrimento ao futebol arte, talvez esse tenha sido o pior legado da copa de 82.

 

 

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